Dilema Contemporâneo

Hoje eu estava lendo o blog de uma amiga que é designer e está sempre antenada nas tendências da moda.

 

 

Ali, ela e outras falam de produtos de beleza, sapatos, roupas, red carpet fashion e tudo mais. Cada coisa linda, o que me despertou um súbito impulso de consumir, comprar, me atualizar. Nem pensei nos 5 vidros de hidratante que ainda guardo no armário, nos trocentos cremes pro rosto que ainda estão lacrados, nem nas roupas com suas etiquetas de compra penduradas. 

Aquela sandália azul... é um azul que ainda não tenho, ué!  

Me imaginei instantaneamente linda, produzida, cabelos escovados esvoaçantes, 15 cm mais alta naquele palco azul, com aquela saia rodada até o pé, a blusinha, a scarf no pescoço, os óhhhhhculos tão perfeitos, mas de repente... veio esta voz lá do fundo...

Por maior que seja meu amor pela beleza em todas as formas, a minha consciência politicamente ecológica sempre grita nessas horas. "Pára! Pra quê? É uma besteira... você não precisa disso!"  

Ai, que saco! Que mini balde de água fria. Ela continua "você sabe que esta marca explora trabalho infantil na India, não sabe? de acordo com isso?", "Você sabe que esses cremes tem produtos derivados do petróleo, pééééééééééééééssimos pra saúde?", "Hmmm, isso deve levar uns trezentos mil anos pra se decompor"... 

É um pesadelo porque hoje em dia quase tudo é porcaria, feito de porcaria, embalado em porcaria ou vai te transformar numa porcaria com o passar do tempo.

Meu lado consumista diz que tenho que desencanar, a vida continua, é assim mesmo. Mas o outro lado diz pra fazer a coisa certa, o que é mais justo, melhor e mais natural.

Eu pratico o reduce, reuse, recycle, há muitos anos. Aprendi nos EUA, onde vivi um tempo. Lá existem muitas opções de coisas certas. Produtos ecologicamente corretos desde cosméticos a material de limpeza pra casa, roupas produzidas locally por empresas que não exploram (tanto quanto gostariam) seus empregados, e eu comprava feliz, sem a culpa de estar patrocinando mais um designer chiquérrimo que encomenda seus modelitos lá na China a preço de banana e nos vende por uma pequena fortuna. No, thank you. Minha consciência ecologicamente correta prevalece. Menos consumo descabido, menos desperdício de recursos e mais independência. Quando você não sente a necessidade de acompanhar tudo, você está livre, pra ser quem você é, no labels attached. 

(In)Joy,

https://www.instagram.com/alinegreencoaching/ 

 

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