O Menino que Tinha Preguica

Esta historia é contraditória
Ela fala de um menino que tinha muita preguiça, desde pequenino.

Não me leve a mal, todo mundo tem uma preguicinha aqui e ali.
Mas esta preguiça me lembra de quando eu era garotinha, porque eu também a tinha.

Você deve estar se perguntando
“Por que ela esta enrolando?
Não há de ser nada de mais!”
Ai eu te pergunto,
quando estás com preguiça,
o que é que você NÃO faz?

Tomar banho?
Acordar cedo?
Dar banho no cachorro?
Ajudar a lavar a louça?
Escovar os dentes?

Pois bem, este menino tem sim, umas destas preguicites,
mas a que eu estava falando você já deve saber...
ele tem preguiça É DE COMER!

Não pense você que ele tem que lavar os legumes e verduras, não!
Que tem que catar o feijão, não!
Lavar o arroz, temperar a carne, fazer a salada, preparar o suco NÃO!!!
Ele não tem que fazer nadica de nada disso!

Ainda assim, quando acorda, fica olhando para o copo metade cheio de água e... espreguiça.

Seu papai lhe prepara uma torrada com queijo derretido, seu favorito!
Mas ele fica hipnotizado na frente do prato.

Chega a hora do almoço e sua mamãe faz o que ele gosta: purê de batata, bife e arroz.

O cheiro da comida fresca se espalha pela casa, a boca enche de água, a família começa a salivar. Ele se anima “Oba! Minha comida preferida” e senta pra degustar.
Mamãe fica feliz, papai esperançoso, “ele vai achar gostoso e o prato esvaziar”.

Os minutos vão passando e ele só fica olhando, a comida esfriar.

“Já está quase na hora da escola! Come, menino, vamos em bora! Você não pode se atrasar!”
O prato continua cheio, e a família no aperreio, se pega a dizer, “amor, você tem que comer, é isso que te faz crescer”, tentando lhe convencer.

Apos muita persistência, a mãe pede clemência “não sei mais o quê fazer!”.

O menino fica triste, não quer ver os pais assim, “eles fazem tudo por mim, sei que preciso me esforçar”.

um belo dia, o vovô vem fazer companhia, a sua família visitar. Na hora de comer, vendo o nosso sofrer, fazendo o menino comer, o vovô quer saber:

"Lembra de quando eras menina, do tamanho do seu filho?
Eu e sua mãe também sofríamos, vendo o prato na sua frente, você preguiçosa, não sujava um dente.
Sua mãe, preocupada, conversou com meu irmão médico, dizendo que era patético, você nada querer comer.
Ele te abraçou, deu grande um sorriso e disse 'Muito bem, minha querida! A criança que tem comida em casa, come quando tem fome, não vai comer feito homem! Numa barriga pequenina, do tamanho da menina, cabe uma tangerina'."

Pois pais não se preocupem, ofereçam, mostrem o alimento, que depois, ao seu contento, as crianças vão experimentar. Com certeza vão gostar e o tempo vai passar.

Quando menos esperarem, eles já serão adultos, criando uma família, e assim como o menino preguiçoso... passarão por tudo isso de novo.




AGreen, com muito amor, para meu filho Julian Gren.

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