Segunda Chance
Hoje eu estava me reconectando com um amiga de longa data, uma destas irmãs que escolhemos.
Assim como muitas de nós, ela anda frustrada com a vida de dona de casa, 2 filhos, marido, cachorro... (ainda bem que não é marido cachorro).
Não sei se vocês já passaram por isso, mas eu me identifiquei com ela. Também já me senti sufocada pela rotina massante. Os dias vão passando iguais, de cabelos em pé, com qualquer roupa. Parece que nada vai mudar. O círculo vicioso de agonia toma conta da gente. Cansaço, tédio, falta de tesão, falta de esperança, depressão, antidepressivo, compulsões... caminho de descida no poço.
Apesar das dificuldades desta fase, fiquei feliz em perceber uma gota de esperança quando ela disse que agora, com 50 e poucos anos, queria se desprender de algumas coisas e iniciar sua 2° chance.
Isso me fez refletir sobre como, em qualquer momento da vida, aos 35, 43, 52, 67, é necessário estar checando o que precisa acabar e no que podemos melhorar. Exatamente de acordo com o fluxo da vida, em movimento constante, renovação e evolução.
Cheguei à esta conclusão inicialmente quando fiz 40 e tive uma crise positiva. Constatei que até os 30 eu me construí; meus gostos e desgostos, minha identidade de mulher madura, me apropriei de todos os conceitos que espelhavam meus valores.
Aos 40 comecei o processo de desconstrução. Não queria carregar aquilo tudo comigo. Queria me sentir leve, eu, sem rótulos e limites, mente aberta e flexível... tudo é possível!
Aos 43, sou curiosa sobre a imensidão da vida, sobre tudo que ainda não conheço. Gosto também de observar como cada um passa por estas fases e como se reciclam ainda que vivendo na rotina. Como se desafiam.
Agora em 2018 comecei a sair da minha zona de conforto e dizer sim à muitas coisinhas que antes eu diria "hmmm, desta vez não vai dar". Porque era mais fácil recusar e permanecer na inércia desagradável, mas tão familiar.
Reconheci que nesta zona de conforto vive a voz da minha cabeça, o ego falante. Este personagem comandou minha vida este tempo todo. Sempre opinando, encontrando obstáculos, inseguro, crítico... um chato. Quantas oportunidades eu deixei de abraçar por isso.
Foi através da meditação que pude perceber esta parte em mim, a que “observa”. Ali eu sou em paz, com serenidade e clareza, percebo os sentimentos que habitam em mim. (Os que não são bons, eu agradeço pela participação e digo que já podem partir).
Assim, aos poucos venho me desapegando da única rotina sobre a qual tenho controle, a mental; e encontrando o que eu preciso dentro de mim. A rotina da vida continua existindo, o que mudou foi como reajo a ela.
Ao nos desprendermos de velhos padrões, criamos espaço para a almejada segunda chance, que temos ao acordar a cada dia.
Do que você deseja se desprender internamente e com o que vai ocupar este novo espaço?
(In)Joy,
https://www.instagram.com/alinegreencoaching/
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